Ficou fácil viajar com crianças!

Qual a melhor idade para viajar com crianças?

Existe?

Essa é uma questão super pessoal, e vai da organização da família, dos pais, da própria criança…mas podemos, na leitura de alguns guias pediátricos, sites, blogs, oferecer algumas ideias e sugestões:

Antes de 1 ano:

Eu cheguei a ler vários textos dizendo para NÃO viajar, pois o bebê precisa de rotina, ter a sua alimentação regrada, a mala fica maior com mais coisas para levar, etc…

Como Pais viajantes que somos, não compartilhamos dessa opinião e pensamos justamente o contrário! Aqui vão os nossos argumentos:

antes de 1 ano, eles são menos pesados e mais fáceis de carregar: no colo, no canguru, no sling, nas costas, vale tudo!

– eles não saem andando por aí!

– eles dormem e cabem facilmente em qualquer lugar, e o carrinho, nessas horas é essencial! Esse sempre faz parte da bagagem! Nós estamos falando do carrinho simples, tipo guarda-chuva, mas onde a criança possa deitar. O nosso, por exemplo, tem 5 posições (2 para os pés e 3 para as costas) e uma delas é praticamente deitada.

– Se o bebê mama no peito, melhor ainda! Não há que se preocupar com a alimentação! E ele ainda fica protegido contra infecções! Senão, incluir 2, 3 mamadeiras na bolsa, lata de leite em pó e mucilon, se for o caso. Quando o bebê ainda está na fase das frutinhas, lanchinhos, continua fácil, pois encontramos frutas em qualquer lugar, biscoitinho, pão…E na verdade, é quando eles vão crescendo, variando a alimentação que vai ficando um pouco mais complicado. Mesmo assim (e aí é super pessoal), eu sou da opinião de dar potinhos, que são facilmente encontrados em qualquer lugar. Isso não é a regra, é a exceção (e lembrem-se que estamos de férias!). Quando é possível dar comida, é claro que preferimos, mas se não for possível, vamos para os potinhos sem receio! E ainda achamos prático! Dependendo de onde estejam, há varias opções de sabores e menus elaborados! Na França, por exemplo, a Clara provou de salmão com legumes, purê de alcachofra com legumes e tudo orgânico. Mas claro que para isso, o bebê já testou comidas diferentes antes! Durante a viagem talvez não seja a hora mais apropriada para fazer essa nova experiência! Ele já tem novidades demais para conhecer!

Em contrapartida, e aí sim, concordamos: a mala é maior, e pasmem, proporcionalmente inversa ao tamanho do bebê! Fraldas, mudas de roupas, mamadeiras, lenços umedecidos, nécessaire com remédios, brinquedinhos, carrinho, etc…a logística aumenta! Mas mantenham o senso prático e não desistam de viajar por causa disso!

De resto, os cuidados que teriam em casa são os mesmo que terão em qualquer outro lugar, tipo tomar cuidado com o que o bebê coloca na boca, etc…e para ficarem tranquilos, vale se informar sobre hospitais ou médicos no lugar ou perto de onde vão (e, isso, para qualquer idade!).

SUGESTÕES: pousadas, hotéis fazenda, resorts com copa para bebê, ou se quiserem um destino internacional, com poucas horas de vôo, Buenos Aires, Punta Del Este. E dependendo da família e do bebê, se já forem viajantes na alma, eu diria até para fazerem aquela sonhada viagem e não postergá-la por causa do bebê. É tudo uma questão de adaptação.

1 a 3 anos: tudo aquilo que falamos antes não é mais verdade!

As evoluções são enormes de 1 a 3 anos, mas no geral e aos poucos:

– agora a criança anda, corre, mexe em tudo…por isso temos que ter mais cuidados!

– ela fica mais impaciente em longas distâncias,

– ela está mais pesada e fica difícil levá-la no colo,

– ela continua dando umas sonecas, por isso o carrinho se mantém na lista de coisas imprescindíveis,

– quanto à comida, pois é, até nisso ficou mais difícil porque ela começa a ter gostos especiais. Por outro lado, vocês sempre vão achar uma massa, pão, arroz com molho, carne, legumes e frutas em algum lugar!

Em contrapartida, a criança começa a parar de usar a fralda diurna e a mala começa a diminuir, vai ficando mais prática. Sua cria também fica um pouco mais “independente”, aos poucos ela fala e diz o que quer e o que sente e até a sua saúde é mais sólida, não tem tantos resfriados, dificuldades em respirar, alergias…

E na viagem, como em casa, ela faria as mesmas birras, correria do mesmo jeito…por isso, que seja em viagem então! 🙂
E vocês vão ver que as crianças surpreendem! Elas se adaptam bem mais facilmente do que pensamos. Contanto que elas tenham suas referências: pai, mãe, brinquedo preferido, livro, e outros objetos, travesseiro, fronha, o que for…elas se acostumam e entendem que o resto pode mudar, mas o essencial continua ali. Fora que é maravilhoso realmente descobrir as coisas pela primeira vez, com as crianças dessa idade (praia, neve, zoológico, museus)!

SUGESTÕES: nesta idade, eles gostam muito de descobrir os bichos, então hotéis-fazenda continuam sendo uma boa pedida, lugares com bons zoológicos e parques e resorts com estrutura. E para a necessidade de espaço, todas as nossas praias! No quesito viagens internacionais (com preferência para os vôos noturnos), os parques abertos das grandes capitais na primavera, início do verão ou no outono: Nova York, Paris, Buenos Aires

3 a 5 anos:

A criança começa a não usar mais a fralda noturna, come sozinha e anda bem mais, interage com outras crianças. A viagem se torna mais interessante para ela!

SUGESTÕES: os resorts com mini-clubs, as praias e de novo, todos os parques verdes das capitais! Aqui, uma atenção especial para os parques da Disney, seja em Orlando ou em Paris, pois é a idade em que eles ainda se emocionam e acreditam nas Princesas, nos personagens e no mundo dos Sonhos!

Acima de 5/6 anos:

A criança começa a ler, ela já pode até participar dos preparativos da viagem, ajudar a escolher o destino e ver livros sobre o assunto, antes de partir. Durante os passeios, ela já pode levar a sua mochila, com um caderninho para desenhar o que for vendo durante a viagem, colar coisas, cartões postais e fazer assim um belo “carnet de voyage” para ser guardado de lembrança!

SUGESTÕES: as capitais e seus museus já ficam bem mais interessantes, assim como outros programas culturais, castelos na Europa…Eles já aguentam também viagens bem mais compridas, então aproveitem!

=> E o que há de melhor nisso tudo é acostumar a criança a viajar, conhecer outros mundos, outras culturas, sabores, abrir os olhos e a cabeça…Viajar pode se tornar uma “rotina normal” à qual ela já estará acostumada desde cedo!

E para nós, pais, também é maravilhoso descobrir novamente as coisas através dos olhos das crianças! Todos sairão ganhando, acredite! 😉

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Sut-Mie Guibert, Family Travel Blogger, Blogueira especializada em Viagens em Família e com crianças. Jornalista e mãe de duas meninas de 10 e 6 anos, adora levar as crianças para conhecer o mundo! Mas também gosta de escutar e falar sobre o assunto com outras famílias, que são sempre bem-vindas por aqui!

12 comentários para este artigo

  1. Eduardo disse:

    Cara Sut-Mie, adoro seu blog e suas experiências tem sido muito úteis para viajar com meus pequenos: Duda (5 anos) e Pepeu (3 anos). Moramos en Niterói (RJ) e as crianças viajam desde recém nascidas conosco para, por exemplo, visitar o avô em Guarajuba (BA), local que você já deve conhecer. Estamos programando para dezembro um final de semana no Hotel Fazenda Vilarejo, em Conservatória (RJ), e em abril de 2014 vamos todos conhecer a Disney, com uma possível extensão até Washington. Parabéns pelo Blog!

    • sutmie disse:

      Olá Eduardo,
      Obrigada pelos elogios! Muito bacana quando um pai para por aqui para interagir e contar que também adora as viagens em família!
      Tomara que vcs façam muitas e muitas viagens juntos!
      Um abraço

  2. Paula disse:

    Querida Sut-Mie, meus parabéns pelo blog! Espetacular para mim, que sempre viajei muito, e agora tenho bebê. Gostaria de sua opinião, se possível! Pretendo viajar com minha bebê de 9 meses. Iremos fazer a costa da California de carro, e talvez algumas cidades do interior. Total de 12 dias de carro, em diferentes hotéis. Como mamãe de 1a viagem, não sei de nada! Minhas principais dúvidas seriam:
    – Devemos levar banheira e berço portátil para usar nos hotéis?
    – Achas válido levar apenas o carrinho guarda-chuva, e não o carrinho maior com bebê conforto? (A Avis oferece bebê conforto para o carro alugado ao custo de $ 65 por 12 dias)
    – Para usar as milhas da Tam, precisaremos fazer 2 paradas (Brasilia e Miami), e pretendo levar ela no colo, para não pagar passagem. Eu e meu marido iremos revezar! Achas muito maluca essa ideia?
    Obrigada e um grande abraço!
    Paula

    • Sut-Mie Guibert disse:

      Olá Paula,
      Vamos às dúvidas primeiro, depois faço algumas considerações: 😉
      – banheira: tudo depende do costume de vcs. Se gostam e tem o costume de usar, podem comprar uma piscininha e levar. Fácil de encher e usar.
      – berço: normalmente os hotéis tem…e à rigor, se for para comprar mesmo, compra lá assim que chegar para usar e trazer para o Brasil, onde isso é tão caro. Eu tenho um, que trouxe de fora (bem simples, desmontável, de viagem): é prático para dormir na casa da avó ou em qualquer lugar. Tudo depende se vcs vão usar muito o berço ou não no futuro…
      – carrinho guarda-chuva: eu sempre opto por levar esse mesmo. Acho-o mais prático, contanto que ele deite completamente, para o soninho da criança.
      – bebê conforto…nem achei caro por 12 dias, normalmente é mais. Por outro lado, é o preço de um novo no Walmart. A solução mais prática me parece ser alugar mesmo.
      – Vc viu que a TAM está atualmente com descontos de passagens com milhas? Sobre a “ideia maluca” de leva-la no colo…não tem jeito: é a única solução mesmo ou pegar um assento para ela. Não sei se ela está acostumada com sling? Facilita porque libera um pouco os braços, na hora de dormir. Senão, evitem a primeira fila onde o encosto do braço não levanta, impedindo que a deitem no colo dos dois…
      – Minha considerações serão sobre alimentação. Leve as latas de leite habituais dela na mala despachada, para não ficar procurando por lá. Eu não sei se ela já come papinha… vcs podem optar por hotéis com cozinha (tem muitos nos USA), ou se não cozinharem, podem levar algumas papinhas habituais na mala e lá procurar por Earth’s best (papinhas orgânicas)… dá uma olhada neste post. Ele é para Orlando, mas muitas das dicas servem para os Estados Unidos em geral… (feijão em tetra pack, papinhas, pote térmico…)
      Não sei se vu os posts sobre viajar de avião: aqui e aqui

      Qualquer outra dúvida, é só falar!
      Um abraço

  3. Lidia disse:

    Oi Sut-Mie,
    descobri seu blog hoje e pretendo navegar nele com mais calma. Adorei!

    Eu e meu marido moramos na Nova Zelandia e em outubro resolvemos levar nosso filho (hoje com 8 meses) para conhecer nossa familia no Brasil, mas antes passamos por Londres e Roma. De Auckland para Londres foram 24h de voo + espera na conexao em Shanghai. Praticamente demos uma volta ao mundo: Auckland – Londres via China, Londres – Roma, Roma – Salvador (conexao em SP), Salvador – Auckland via Chile.
    Concordo com tudo que disse: muito mais facil de carregar e levar pra onde a gente quer! rs
    Pegamos o bercinho em 3 dos voos com 12 horas de duracao e meu filho dormiu praticamente o tempo todo, chorou nas aterrissagens porem nos voos de volta do Brasil pra ca ele nao chorou mais. A viagem foi cansativa com ele, porem muito recompensante. Nao vemos a hora de viajar de novo! 🙂
    Obs: desculpa a falta de acentuacao. 😉
    Abracos.

  4. Maria Fernanda disse:

    Boa tarde! Vou viajar com minha filha em setembro para Miami, quando ela terá 1 ano e 8 meses. Seria melhor pegar um vôo diurno ou noturno? Quando ela tinha 7 meses eu e meu marido a levamos para Paris, Bélgica e Amsterdam. Foi uma viagem incrível e ela se comportou muitíssimo bem tanto na ida (vôo noturno) quanto na volta (vôo diurno), mas as circunstâncias eram outras… ela cabia no berço da cabine e viajou deitadinha como se estivesse na primeira classe. Agora ela é uma espoleta que não pára quieta! Creio que no vôo noturno ela irá dormir, mas nós não! No vôo diurno ela irá apenas cochilar, mas aí chegaremos em um horário de sono noturno “regular” e poderemos todos descansar ao mesmo tempo. Você poderia de sugerir algo?

    • Sut-Mie Guibert disse:

      Maria Fernanda,
      Isso é bem pessoal…eu prefiro os voos noturnos para as crianças que dormem. É verdade que nós não dormimos bem, ficamos em frangalhos, mas as crianças dormem. Em contrapartida, vc tem razão: nos voos diurnos, a criança brinca, cochila e todos dormem no horário normal. Muitos preferem isso! Eu gosto menos, porque dependendo do voo, eu tenho a sensação de que ele não passa nunca! 🙂 Ainda prefiro jantar, ver filme e “dormir” um pouco, porque para mim, o voo passa mais rápido.
      Se ela é espoleta, mas vc acha que ela vai dormir de noite, talvez seja mais fácil para ela o voo noturno! 😉
      Um abraço

  5. Amanda Lago disse:

    Sut,
    É bem como colocastes no post, cada faixa etária tem seus prós e contas. Viajei com a Nat com 3 meses para a Ásia e foi super tranquilo. Quando ela estava com 6 meses fomos a Barra Grande-PI de carro, que fica a uns 560 km daqui, e foi um pouco mais tenso, pois ela não queria ficar na cadeirinha durante o trajeto de jeito algum. O que vale é ter jogo de cintura e não deixar de aproveitar as oportunidades por medo.Já o Dudu eu nem conto mais, desde os 6 anos não dá trabalho algum. Aliás, dá menos trabalho e reclama menos de cansaço que o pai, rsrs.
    Abraços

  6. Andrenws disse:

    Olá, Sut! Parabéns pelo espaço super bacana para visitarmos e trocarmos figurinhas sobre os filhotes.
    Bem, tivemos a primeira experiência com nosso pequeno Bernardo aos 5 meses. Moramos em Belém e fomos visitar meus sogros em São Paulo. Confesso que super nervosa sobre o que fazer no avião (minha maior preocupação), porque sempre ficava pensando em como não incomodar as pessoas…Vi vários vídeos sobre viagem com bebês, li depoimentos, dicas, enfim…Mas o mais importante foi, sem dúvida, manter a calma e respeitar o tempo da criança. Deu super certo. Dois meses depois, fomos nos aventurar no México, numa viagem mega deliciosa. Reservamos hotel com berço. Levamos carrinho guarda-chuva, canguru, mamadeiras, leite e muita vontade de viver aquela experiência nova e demorada com um bebê. Foi maravilhoso. Já viajamos de carro de SP para Curitiba e também foi tranquilo.
    Em julho agora, iremos desbravar os EUA para os parentes conhecerem nosso filho, que acabou de fazer 1 ano.
    O que percebo nas programações, de um modo geral, é que os pais ficam mais apreensivos com o que os outros vão pensar (incômodo, choro da criança) do que com as dificuldades que talvez irão passar com os filhos, infelizmente. Isso aconteceu e, de certa forma, acontece conosco…
    Obrigada pelo espaço. Adoro o blog. Bjs.

  7. Nina Sousa disse:

    Olá Sut! Parabéns pelo seu blog! Bom, eu e meu marido sempre gostamos muito de viajar, portanto, o que mais escutei na gravidez foi: “Agora acabou, vocês não vão viajar mais tão cedo”! Aí, quando o Enzo estava com 04 meses, meu marido disse: Estou precisando de umas férias, vamos viajar? Confesso que no começo, fiquei meio apreensiva. Mas topei. Escolhemos um Resort, o Gran Palladium Imbassai, pensando nas facilidades para quem está com um bebê de 04 meses. Foi excelente! Depois disso, já viajamos com ele diversas vezes, de carro, avião, locais com infraestrutura e outros nem tanto. Ele está hoje com um ano e nove meses. Dificuldades existem mesmo. Não é mais a mesma coisa de pegar nossas mochilas e sair por aí. Mas o grau da dificuldade depende de como você encara a coisa. E continuamos por ai! Já temos viagem marcada para janeiro e outubro de 2016, rsrsrs… Fora outras que possam surgir de repente no caminho.

    • Sut-Mie Guibert disse:

      Olá Nina,
      Obrigada pelo seu comentário. É isso aí, só quem tem o “bichinho viajante” entende! 🙂
      Crianças não nos impedem de nada, só adaptamos um pouco e pronto! Além disso, as viagens se tornam até mais interessantes (apesar de cansativas), com novos olhos sempre!
      Um abraço e boas viagens em família!

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