Ficou fácil viajar com crianças!

(Quase) tudo sobre Bariloche com crianças: 6 dias de ski e passeios, roupas, restaurantes, preços…

Para quem quer conhecer a neve, Bariloche é sempre um dos destinos cogitados, na Argentina. Acompanhado da pergunta se este é o melhor lugar para ir com crianças pela primeira vez? Bariloche é uma opção muito interessante pela belezas das paisagens patagônicas com montanhas e lagos e pela diversidade de programas, para as crianças que não sabem esquiar ou que não se encantaram pelo esporte. Dá para curtir neve, mas também outros passeios. E isso tudo com uma rede hoteleira extensa, comida deliciosa e mucho dulce de leche.
Nós passamos 3 dias “curtindo a neve adoidado” e 3 dias curtindo as paisagens de Bariloche e seus lagos.

 

VIAGEM DE AVIÃO:

Uma das primeiras dificuldades para Bariloche é que não há voo direto. Na alta temporada, até tem alguns “voos charters” direto, que lotam rápido. Mas são poucos. Na maioria das vezes, você terá que fazer escala em Buenos Aires e, quase sempre, com troca de aeroporto. Então leve isso tudo em conta e deixe uma boa margem entre os voos (umas 4/5h), porque o Aeroporto Ezeiza fica longe da cidade e leva-se quase uma hora para chegar no Aeroparque que fica perto de Palermo. Os dois aeroportos são bons, dá para passear, ver boas lojas, tomar um sorvete ou até almoçar.

O nosso voo GOL saiu cedo do Rio de Janeiro. Chegamos em Ezeiza e pegamos o transfer Tienda Leon (o quiosque fica logo na saída do desembarque e pode ser pago em reais), que levou uns 45 mn para chegar no Aeroparque. Ali, vale à pena trocar dinheiro no Banco Nacion: é uma das melhores taxas e é oficial. Em seguida, aguardamos o nosso voo Aerolineas para Bariloche. Ambas companhias pontuam no programa de fidelidade Smiles. Na volta, a mesma coisa: saímos cedo de Bariloche, fizemos novamente a transferência entre os aeroportos com o remis Tienda Léon e pegamos bastante trânsito, mesmo sendo um sábado. Então cuidado!

Chegamos em Bariloche no final do dia. Combinamos com o hotel que nos enviou um remis para nos buscar. O Aeroporto fica a uma meia-hora da cidade.

=> O que é um remis?
– um remis tem um preço fixo pelo trajeto e muitas vezes é chamado pelo hotel.
– diferente de um táxi, que roda pela tabela.
Andamos por lá com os dois e, sinceramente, o preço não ficou muito diferente mas os carros dos remis foram melhores e os condutores mais simpáticos.

Nós optamos por não alugar carro, mas fora de época de neve (onde tem que andar com cuidado para não deslizar, com correntes nas rodas e líquido descongelante para os vidros..) dá para alugar, se vocês tiverem a intenção de passear bastante pela região. Senão, também é possível circular bem com os taxis, remis e ônibus (tanto para subir até o Cerro Catedral, quanto o ônibus que circula pela orla do lago e que vai até o centro da cidade).

Vai alugar carro em Bariloche? Compare os descontos das principais locadoras na RentalCars

DIA 1, PREPARATIVOS NO CERRO CATEDRAL:

    • alugar a roupa de neve: nós alugamos na cidade, em uma loja chamada Ponto Chico, na Calle Rolando (que tem a chocolateria Mamuschka na esquina). Fomos recomendados pelo Hotel e, por isso, tivemos 25% de desconto. Pegamos as roupas por 4 dias e só pagamos 3. Ao chegar ao seu hotel, pergunte se ele tem desconto em algum lugar. Há muitas lojas no centro que alugam roupas e como já estávamos na baixa estação, havias roupas para todos os tamanhos. O interessante em Bariloche é que as lojas fazem um pacote onde incluem tudo: o macacão para as crianças, calça e casaco para os adultos, as botas, luvas e óculos. Cada loja oferece alguma vantagem: conhecemos pessoas que tiveram as luvas e óculos oferecidos, outros que tiveram o aluguel do esqui-bunda de brinde… Tentem negociar.
      Falando nisso: vale alugar (ou até comprar e largar lá) um trenó, um esqui-bunda (culi-patin): é a certeza de boas brincadeiras e risadas.

Saímos de lá já preparados para a neve mas carregados com bolsas de Papai Noel com nossas próprias roupas, então tivemos que passar no hotel para deixá-las.

Sobre as roupas: é bom estar vestido em camadas, que possam ir tirando se tiverem calor – blusa segunda pele que esquenta bem (ou camiseta de malha de manga comprida), um fleece e, por cima, um casacão ou macacão. Nas pernas, uma meia-calça térmica ou de lã. Gorro, cachecol, luvas de lã na cidade, que esquentam bem ou próprias para a neve, impermeáveis. Não dá para brincar na neve somente com luvas de lã: elas ficam completamente molhadas e os dedos congelam! Vocês podem encontrar isso tudo na Decathlon mas como alugamos um pacote inteiro de roupas (com luvas e botas) e que colocamos todos os dias a mesma roupa de neve, nem vale à pena comprar muita coisa. Levem as roupas térmicas de baixo, casacos fleeces leves e casacões se não tiverem quem empreste. Mas não precisa comprar luvas ou botas impermeáveis que são alugadas lá. À menos que a crianças seja bem pequena e precise de um macacão especifico (inteiro, que já vem com gorro e luvas) e botas.
Vale sempre levar uma mochila para colocar as coisas que for tirando ou trocando. Durante o dia, é bom ter pares extras de meias, porque as crianças se molham rápido, já que elas se jogam na neve que acaba entrando pelas botas. Para proteger e impermeabilizar mais ainda os pés, vale amarrar sacos plásticos nos pés antes de colocar a bota.
Não esquecer do filtro solar, manteiga de cacau para os lábios, óculos e garrafa d’água…

  • Subimos de remis até a estação de ski do Cerro Catedral que fica a 25Km da cidade, para entender como as coisas funcionavam:

– O aluguel do material foi feito na Escuela Xtreme de frente para as pistas: botas de ski, skis, bastões e capacetes para as meninas. Se for alta estação, vale à pena alugar o material on line (neste momento tem 25% de desconto para a temporada 2019) ou pedir para o Hotel ligar e reservar.

– No mesmo lugar,  marcamos as aulas de ski para o dia seguinte: o Xtreme Kids para as crianças, de 10 h às 16h, com almoço incluído. Mas me arrependi: para uma primeira vez, fazer ski o dia todo para elas foi cansativo. No final do dia, a filha mais nova já estava amaldiçoando o professor! Portanto, aconselho fazer só durante o período da manhã mesmo…

As pistas tem cores e níveis de dificuldade, com descidas cada vez mais íngremes. Vale pegar um mapa da estação para saber onde estão as pistas que interessam:
verdes: mais fáceis com descidas leves para iniciantes,
azuis: intermediárias,
vermelhas: difíceis
pretas: muito difíceis
O mapa também indica as áreas onde é possível brincar com o esqui-bunda (áreas onde não passam esquiadores): procure por um quadradinho rosa com um trenó (trineos).

– Os passes para os lifts (cabines e cadeiras que sobem para várias pistas na montanha) podem ser comprados na Boleteria Amancay. Aqui o sistema é um pouco complicado: é bom saber onde vão querer ir, por quantos dias (quanto mais dias, melhor fica o preço) e horários (o dia todo ou só de tarde). Você fica com um passe tipo cartão de crédito, que coloca na manga do casaco ou em algum bolso e, ao passar pelas máquinas, elas reconhecem o cartão. Uma caução ($150 pesos em dinheiro) é exigida por cada cartão que deve ser devolvido no final dos dias de uso.

Se estiverem com crianças muito pequenas ou com medo das cadeiras abertas (aerosillas – fechadas só com barra de ferro na cintura), é melhor subir no teleférico fechado (nas rotas Amancay ou Cable Carril) que protege do frio e sobe bem alto, oferecendo uma vista privilegiada sobre os lagos. Lá em cima, em La Roca, é certo de que terá neve, então dá para brincar bastante. Ao chegar, vire à direita para uma área especifica para brincadeiras. Ali, dá para fazer tudo: esqui-bunda, boneco de neve, guerra de bolas de neve, fazer o anjinho…se esbaldar, rir e tirar muitas fotos! Vocês vão encontrar várias famílias descobrindo a neve pela primeira vez.

Quem está esquiando pode pegar outras aerosillas e subir mais alto. Nós ficamos por ali mesmo: como era a primeira vez que as crianças viam neve, estavam encantadas e quiseram brincar muito!

Almoçamos lá em cima, no restaurante com vista. Ele estava cheio e, na alta estação, fica pior ainda com filas. Outra opção é descer. Na base há muitos restaurantes com comidas básicas: bife à milanesa (que os argentinos adoram), massas, sanduíches, pizzas… Os pratos são bem servidos: dependendo das crianças, dá para dividir.

Saindo da estação, do lado esquerdo ficam os ônibus que descem para a cidade: um que vai para o centro e outro que vai pela orla do Lago. Dependendo de onde fica o seu hotel, será um ou outro. Mas as filas são bem grandes e os ônibus ficam lotados, então evite sair no horário de encerramento da estação (17h/18h). Do lado, também tem um ponto de táxis. E, em frente, o estacionamento pago, caso estejam com carro alugado.

 

Dia 2, APRENDER A ESQUIAR NO CERRO CATEDRAL:

Já acordamos colocando nossas roupas de ski e, no café, muitos já estavam também preparados para subir para as estações Cerro Catedral ou Piedras Blancas. Se for para Piedras Blancas, há um traslado que fica na cidade, na Calle Quaglia 242 Loc. 10 (entre Mitre e Moreno).

A estação de Piedras Blancas é super interessante com crianças porque é pequena, tem teleférico, pistas para trenó (esqui-bunda), snow tubing (descidas com bóias – à partir de uma certa idade), zipline (tirolesa) e pistas para iniciantes. Porém, como ela é mais baixa que Cerro Catedral, dependendo da época, ela fica sem neve mais rápidamente. No Cerro, há máquinas que fabricam neve artificial na base e, por ser mais alta, tem neve durante mais tempo.

Sendo assim, fomos direto para Cerro Catedral, onde já tínhamos marcado tudo: nosso material e nossas aulas de ski. As crianças ficaram o dia todo em aula. E nós só pegamos aula pela manhã.
Enquanto as crianças estão nas aulas, os pais podem aproveitar e esquiar nas pistas que lhes convém. Elas ficam sob a responsabilidade dos professores e há pimpolhos a partir de 3/4 anos. Uma fofura!

Elas aprendem a descer, deslizar, parar, fazer curva, tirar o ski se cairem, pegar o tapete mágico (esteira rolante que ajuda a subir o morro – super prático para todas as idades) ou pegar os lifts com assentos móveis, onde o segredo é NÃO SENTAR. Somente colocar o puxador entre as pernas e se deixar levar, sem colocar o peso do corpo. A gravidade e a máquina acabam puxando o esquiador. São coisas que parecem fáceis, mas pedem um pouco de treino nas primeiras vezes. 🙂

Com um dia inteiro de aula, as crianças já sabiam esquiar e dizem que é que nem bicicleta: uma vez que se aprende, não se esquece mais. Por isso, nem pegamos mais aulas para o dia seguinte: somente o aluguel de material mesmo.

Colado à escola Xtreme, há uma sorveteria Rapa Nui, com um dos melhores sorvetes de Bariloche! Então nossos dias acabavam assim: sentados no café, vendo a paisagem, tomando uma cerveja Patagônia, um chocolate quente ou um sorvete imperdível de dulce de leche. Depois disso, voltávamos cedo para o Hotel que tinha piscina coberta e aquecida, para relaxar.

Dois pontos aqui: 
– não pense que vão ficar o tempo tooooooodo na estação, à menos de serem esquiadores ferrenhos que esquiam até a última hora. Se for a primeira vez, todos cansam rápido: o ski pede força física nas pernas, concentração, todos caem bastante, a bota de ski aperta o pé…
Vale pegar um hotel com piscina aquecida e coberta que ajuda a musculatura a relaxar, depois de um dia de ski.

 

Dia 3, CURTIR O SKI NO CERRO CATEDRAL: 

De volta para o Cerro Catedral e desta vez todos já treinados, esquiamos todos juntos, pegando os lifts e descendo por nossa conta. Na própria escola, dá para alugar lockers se não quiserem carregar a mochila enquanto estiverem nas pistas.

Na hora do almoço,  os restaurantes são todos bastante parecidos, com aquecimento interno, vista bonita e menus parecidos.

De tarde, podem fazer uma excursão até La Cueva, saindo de moto de neve e quadriciclo pela floresta até um refúgio/restaurante que fica dentro de uma caverna, daí o nome. Pode ser só o passeio de 7Km ou em after-ski, depois de esquiar, fazer o passeio às 16h30 e jantar por lá.

Outra opção: ir até o Centro Cívico, comprar lembrancinhas como alfajores ou chocolates nas lojas Mamuschka ou Rapa Nui, sendo que nesta última, há uma pista para patinar no gelo!

 

Dia 4, PASSEIO AO REFÚGIO NEUMEYER E LAGUNA CONGELADA:

Como fomos na baixa estação, valeu à pena fazer esta excursão de um dia inteiro, porque subimos a montanha e vimos muuuuita neve, daquelas que chegam até a cintura!
Fechamos este passeio no próprio hotel, seguindo as dicas deles. Vieram nos buscar e, após uns 20Km de Bariloche, entramos no Valle del Challhuaco e trocamos para um jeep 4×4 que entrou no bosque até o Refúgio Neumeyer. Esse refúgio pegou fogo anos atrás e agora colocaram no lugar uma tenda igloo com lareira e aquecimento, cozinha e banheiros e com um design interessante por ter toda a frente transparente e permitir uma bela vista enquanto comemos. Essa excursão tem diferentes horários: você pode passear primeiro e almoçar depois ou, ao contrário, almoçar primeiro e passear depois.

O almoço em si é simples e decepcionante: um ensopado de carne com legumes…bem comida de montanha, mas pouco atraente. O que todos preferiram ali foram as batatas chips.

Mas o passeio em seguida vale à pena! Apesar do que eles dizem, este é um passeio que não dá para ser feito com crianças pequenas. Eu diria que elas tem que ter pelo menos 5/6 anos. Elas têm que andar bem  (1 ou 2h de caminhada), na neve, por trilhas levemente íngremes dentro do bosque. E é bom estar com as todas as roupas, luvas e calçados especiais para neve! Tínhamos uma pessoa conosco de tênis e ela escorregava o tempo todo.

Após uma bela caminhada com guia e tirar muitas fotos, chegamos no cume da montanha com uma vista bonita para o Lago Escondido…um lago que fica congelado e espelhado todo o inverno, como vemos nos filmes.

Um pouco mais adiante, fazemos uma parada para lanchar (chá ou chocolate quente e alfajores caseiros) e brincar de esqui-bunda. Mais um momento de boas risadas. Em seguida, começamos a descer a montanha e, nessa hora, passamos por lugares onde a neve era bem alta e as pernas entravam inteira na neve (para a alegria das crianças).

Na nossa volta, ainda pegamos uma tempestade de neve com flocos enormes e as crianças puderam se esbaldar de verdade. Não esqueçam que neve é gelo, portanto molha tudo, que nem chuva!

Foi um dia de passeio que valeu muito à pena por ser bem diferente, com paisagens lindas e naturais, diferentes da pistas lisas de ski e cheias de pessoas.

Na volta, em vez de nos deixarem no hotel, pedimos para ficar no centro da cidade, assim devolvemos as roupas alugadas. E acabou-se ali a nossa “temporada de neve” porque sem as roupas adequadas, não dava mais para fazer os passeios com neve.

 

Dia 5, CIRCUITO CHICO:

Como já não tínhamos as roupas de ski, passamos a fazer passeios pela região. O Circuito Chico pode ser feito com agência, mas algumas famílias não nos aconselharam fazer o passeio inteiro, porque acharam entediante e repetitivo. Como a região tem vários lagos, dá para dar uma volta por eles, ver o famoso Hotel Llao Llao e até fazer um passeio de barco até o Bosque de Arrayanes, que serviu de inspiração para o filme Bambi da Disney.
Nós optamos por ir de táxi até o Monte Campanário, onde pegamos o teleférico e subimos para ver “a vista mais bonita do mundo, como é conhecida: uma vista sobre todos os lagos da região com sua água verde esmeralda. Lá em cima também tem uma cafeteria/restaurante, onde tomamos um bom chocolate quente, apreciando o visual.

Depois, vale avançar mais um pouco e almoçar na Cervejaria Patagônia, onde é fabricada a famosa cerveja argentina. O lugar é lindo, tem vista para o Lago Moreno, com várias cadeiras, cantinhos e mesas do lado de fora. A parte interna é grande mas, apesar disso, enche rápido na hora do almoço, então é bom chegar cedo.

Um outro passeio que poderíamos ter feito era conhecer o Cerro Otto, com teleférico, deck panorâmico e confeitaria giratória (gira bem devagar, faz 360° a cada 20 mn), mas o teleférico estava em manutenção.

 

Dia 6, VILLA LA ANGOSTURA:

Fomos de remis, passeio já combinado com o motorista (Eliazar Martinez, whatsapp +54 9 294 4635015). Villa La Angostura fica a 80 Km de Bariloche e a estrada é linda, já que beira o Lago Nahuel Huapi e vemos as montanhas com neve e estepes, vegetação local. Aliás, há vários hotéis e cabanas inspiradores em frente ao lago! Vontade de voltar e ficar por ali, mesmo no verão! A Villa é uma boa opção para quem não quer lugares muvucados na alta estação.

Fomos até a estação Cerro Bayo, mas só de curiosidade. É uma estação bem menor então mais acolhedora que Cerro Catedral. Uma vez mais, uma opção interessante para quem não gosta de lugares cheios.
Visitamos a cidade, quase um vilarejo de montanha, que tem uma avenida principal com restaurantes e lojas e um porto, muito bonitinho de onde partem passeios de barco e de caiaque. É possível fazer também o passeio até o Bosque Los Arrayanes.

Passando a Villa, é possível ver ainda os Lago Correntoso e o Lago Espejo, com vários mirantes. Um passeio bem contemplativo, com esses lagos esverdeados, montanhas e bosques…
Mais 2h de estrada e daria para ir pela Rota dos 7 Lagos até San Martin de los Andes, um outro vilarejo bem charmoso e com outra estação de ski: Chapelco. Nós não fomos desta vez; para isso, é bom programar dormir uns dias em Villa La Angostura ou San Martin. Ambos são pequenos e charmosos, boas opções para quem prefere fugir do agito de Bariloche, cidade maior e mais conhecida.

 

HOTEIS

Em Bariloche, você tem principalmente 2 opções: ou fica perto do Centro Cívico, para ter acesso a restaurantes e lojas. Ou fica ao longo do Lago, com uma vista bem mais bonita e bucólica. Porém, neste caso, tem que ir para a cidade de carro, táxi ou ônibus.
Como a nossa intenção era viver a neve e ski, ficamos no meio do caminho entre a cidade e a estação de ski, já no início da estrada e subida para o Cerro Catedral. Ficamos no Nido del Cóndor, um “hotel de montanha” aconchegante, com jeito de Pousada, com ambiente rústico, muita madeira aparente, lareira, piscina aquecida e restaurante, o que foi muito importante para as noites de cansaço pós-ski, onde não tínhamos vontade de sair do hotel! Optamos por um apartamento quarto, sala e cozinha, que ainda nos dava a sensação de ter uma cabana só nossa com vista para o lago! 🙂
O Hotel não fica diretamente na beira do lago: fica do outro lado da estrada e como está em um morro um pouco mais alto, tem vista bonita.

Hesitamos muito com o Design Suites Bariloche, que fica um pouco mais alto ainda e com vista melhor para o Lago e mais perto da cidade. Mas ele tem outro estilo: mais moderno e com cara de Hotel. Nós optamos pelo jeito rústico de montanha, mas fica aí a dica!

Também pensamos no Alma del Lago Suites & SPA, que fica na beira do Lago e tem piscina com borda infinita. Mas aqui também, ele tem outro estilo, mais luxuoso e com cara e serviços de hotel de verdade.

O bom é que todos têm piscina coberta e restaurante. Esses para nós eram pontos importantes: principalmente o restaurante, já que não estávamos perto da cidade.

Reservando com antecedência no Booking ou com as promoções do Zarpo, os 3 estavam com preços bem similares, apesar de uns serem mais luxuosos.
Promoção Design Suites no Zarpo
Promoção Alma del Lago no Zarpo
Promoção Llao Llao no Zarpo

Para outras opções no Centro Cívico, mais simples ou mais luxuosas ou em apartamentos com cozinha, veja o nosso post

Onde ficar em Bariloche com crianças?

 

RESTAURANTES
Comemos essencialmente no nosso Hotel, por estarmos cansados de noite e longe da cidade.

Mas experimentamos a parrilla do excelente El Boliche de Alberto, que fica pertinho do outro Boliche, especializado em massas! Tanto num quanto no outro, é necessário chegar cedo! Cedo mesmo: os restaurantes abrem às 20h e logo tem fila na porta!
Sobre quantidades: novamente, tudo é muito bem servido, dá para dividir facilmente entre 2 pessoas ou até 2 adultos e 2 crianças! Não deixe de provar o ojo de bife ou bife de chorizo, as batatas fritas especiais e a sobremesa de dulce de leche, se ainda sobrar lugar!

Outros restaurantes interessantes: Família Weiss com ambiente rústico para experimentar especialidades patagônicas como cordeiro ou El Patacón, no Lago, (do ladinho do hotel em que ficamos Nido del Condor) se preferirem outras especialidades da região como salmão ou truta. É um restaurante mais arrumado e eles adoram contar que Bill Clinton jantou por lá.

Não esquecer da Cervejaria Patagônia, para uma vista linda, no Circuito Chico. Se estiverem pela região, também podem tomar um chá ou comer no restaurante do luxuoso Hotel Llao Llao, o mais famoso da região.

Sem esquecer dos chocolates, sendo os mais famosos os da Mamuschka, com embalagens bem bonitas para um presente, ou os do Rapa Nui. Tem também os da Abuela Goye ou Havana, que tem um Museu do Chocolate que pode ser visitado. Todos ficam na Av. Mitre no Centro Cívico ou o Museu, na saída do centro.
Na nossa opinião, os que mais gostamos foram os do Rapa Nui, que ainda por cima tem um café enorme e moderno, uma bela loja com chocolates, alfajores e sorvetes e a pista de patins no gelo!

 

PREÇOS

=> Saiba que férias na neve são caras, porque temos que alugar várias coisas. Bem diferente de férias na praia onde a areia e água satisfazem! 🙂

Seguem aqui alguns preços para vocês terem uma noção, mas levem em conta de que já era baixa estação (início de setembro 2018) e que a inflação anda alta na Argentina.
– Tienda Leon entre os aeroportos: R$150 (única coisa paga em reais)/ trajeto
– Remis aeroporto Bariloche/Hotel: $600 /trajeto
– Hotel Nido del Condor (7 diárias): R$5.000
– Aluguel de roupas para 2 adultos e 2 crianças: $4.800 pesos por 4 dias (pagando somente 3 dias)
– Aulas de ski (para 1 adulto + 2 crianças): $6.865/ 1 dia
– aluguel de material (para 2 adultos e 2 crianças): $6.780 pesos/ 2 dias
– Lift cabine peaton (2 adultos e 2 crianças)- $2.100 pesos
– locker (na Escuela Xtreme): $200 pesos
– Passeio Espaço Neumeyer (2 adultos e 2 crianças): $2500 pesos
– Remis Cerro Campanário + Cervejaria Patagonia: $900 pesos
– Subida Cerro Campanário (2 adultos e 2 crianças): $990 pesos
– Almoço Cervejaria Patagônia: $785 pesos (1 prato adulto e 1 prato infantil divididos + 3 cervejas e suco)
– Patins no gelo no Rapa Nui (2 crianças): $340 pesos/1h
– Remis passeio Villa la Angostura: $3.800 pesos
– Jantar El Boliche de Alberto (2 adultos e 2 crianças): $2.200 pesos

 

MELHOR ÉPOCA

As férias de Julho/Agosto são a melhor época para pegar neve em Bariloche e poder esquiar. Porém é alta estação e tudo fica mais caro e cheio.

Ano passado, nós conseguimos ir fora de temporada. Aproveitamos as férias das crianças que estudam em escola estrangeira e o feriado de 7 de Setembro que caiu numa sexta-feira.
– a cidade fica menos cheia,
– os preços mais em conta (hotéis, aluguel de roupas, equipamento, lifts),
– a temperatura é mais amena. Para mim, que sou friorenta, é uma época ideal porque conseguimos ver neve sem pegar tanto frio.

Veja também o post desta família que também foi fora de temporada em Junho.

=> Tudo depende do nível de ski e da intenção: se for só para ver e brincar na neve ou ter aulas iniciais, dá para ser fora de época ou em estações menores.  Mas se for para esquiar de verdade, é melhor ir na alta estação mesmo ou subir mais alto nas montanhas.

Salve no seu Pinterest para ler mais tarde

 

Leia também:
Onde ficar em Bariloche?
Bariloche com crianças: as dicas do João (4 anos) e Clara (2 anos)
O nosso roteiro por Bariloche e Pucon
De carro pelos Lagos Andinos
Buenos Aires com crianças: as atrações infantis bairro a bairro
O que fazer em Buenos Aires com crianças?
Onde ficar em Buenos Aires com crianças?

Também estamos por aqui:

FACEBOOK TWITTER | INSTAGRAM | GRUPO VIAGENS EM FAMÍLIA

1384 Visualizações

Sut-Mie Guibert, Family Travel Blogger, Blogueira especializada em Viagens em Família e com crianças. Jornalista e mãe de duas meninas de 10 e 6 anos, adora levar as crianças para conhecer o mundo! Mas também gosta de escutar e falar sobre o assunto com outras famílias, que são sempre bem-vindas por aqui!

Deixe seu Comentário





* Campos obrigatórios