Ficou fácil viajar com crianças!

Croácia com crianças

 Convidada Especial | Iandra Soares de Camargo

Somos uma pequena família que adora viajar. Eu e meu marido Fernando viajávamos bastante antes do nascimento do Leonardo, hoje com sete anos, e sempre o levamos em todas as nossas viagens.

A Croácia não aparecia dentre as prioridades na nossa lista enorme de “desejos”, contudo, partindo que todos aqui precisavam de mar e céu azuis, eis que este lindo país mostrou-se a opção perfeita. 

Tínhamos apenas 15 dias de férias e creio que nesse período conseguimos desfrutar bem desse surpreendente país, recém-liberto da antiga Ioguslávia, de natureza deslumbrante, povo trabalhador, comida deliciosa e vinhos maravilhosos!

Confesso que de início tivemos dificuldade em elaborar o roteiro por ausência de informações mais concretas. A maior parte dos roteiros que encontrei na internet era de jovens à procura de baladas, casais sem filhos ou agências de viagens com roteiros pré-estabelecidos, o que refutamos. Exceção feita ao “Felipe, o pequeno viajante”, a inspiradora “Lala Rabelo” e a página “Viagens em Família” do Facebook. 

Nossa dificuldade inicial era porque pretendia que conhecêssemos o país do sul para o norte. Dubrovnik era nosso principal foco. A pérola do Adriático já fazia meus olhos brilharem antes mesmo de pensar em conhecê-la. Entretanto, os preços da passagem aérea até lá eram assustadores; foi aí que a opção por Zagreb, a pequena capital do país, se fez mais viável. Não há vôos diretos do Brasil, contudo, entrando por Dubrovnik ficava bem mais caro. 

Compramos a passagem aérea pela LATAM, que se mostrou mais em conta, e aqui vai um elogio a essa empresa com a qual não voava há anos e nos surpreendeu com aviões novos, limpos, atendimento simpático e excelente entretenimento a bordo. 

Partimos de Guarulhos e após uma breve conexão em Paris (3h) fomos para Zagreb voando de Air Croatia. Esta empresa também merece um elogio. Apesar do vôo de curta duração, eis que fomos “presenteados” com um lanchinho para lá de original: queijos com azeitonas regados com azeite e torradinhas. Até meu filho adorou! Achei que isso era um sinal de que o quesito “o que comer” já estaria superado…

É imprescindível saber que após a sangrenta guerra de libertação, que levou à cisão da antiga Iuguslávia, a Croácia tornou-se independente em 1991 e foi admitida na União Européia em 2003. O euro, contudo, não é a moeda oficial do país e assim, dependendo do local que você irá, principalmente nas cidades pequenas, você só consegue fazer compras usando a moeda local que se chama kuna. Em julho, 01 kuna equivalia a 0,58 reais;  em euro- 01 euro – 7,4 kunas. 

=> Aqui vai uma dica: não se preocupe em trazer kunas para a viagem. Traga o euro mesmo e faça a troca da moeda nos hotéis ou “casas de câmbio” que estão espalhadas em todas as cidades (até nas bancas de jornal). É fácil de trocar e não encontramos nenhum lugar desonesto que tenha feito uma conversão desrespeitável.

Outros detalhes importantes: 

– absolutamente todos falam inglês (pelo menos nas cidades que visitamos) e não tivemos nenhuma dificuldade em nos comunicar; 

o país é extremamente seguro;

é tudo muito limpo inclusive as grandes cidades e seus centros históricos; 

a comida é de influência mediterrânea, ou seja, ótima, inclusive para crianças. 

 

ROTEIRO PELA CROÁCIA

Escolhemos quatro bases para nossa viagem: Lagos Plitvice, Dubrovnik, Hvar e Split

Pousamos às 20h, em Zagreb e no próprio aeroporto alugamos um carro que usaríamos apenas por dias. Escolhemos a empresa Sixt porque poderíamos devolver com mais facilidade perto de nosso hotel em Dubrovik.

Pernoitamos no Hotel Cool Zagreb Airport porque no dia seguinte já iríamos visitar os Lagos Plitivice (distantes de 140Km) e já queríamos estar próximos da saída da cidade. E foi assim que fizemos.

 

1 – LAGOS PLITVICE (Plitivice Jezera em croata)- (1 dia e 1 noite)

O Parque Nacional dos Lagos Plitvice é patrimônio natural da humanidade desde 1979 e, ao que consta, o local mais visitado da Croácia. E por isso, absolutamente imperdível.

Sugiro a todos que comprem antecipadamente os ingressos para o parque pois, dependendo da horário, é provável que você pegue fila e demore mais de uma hora para conseguir entrar.

O site oficial é em inglês e você compra com facilidade usando cartão de crédito. Não se esqueça de levar os ingressos impressos os quais deverão ser trocados na entrada do estacionamento (e não na entrada do parque! – ao lado da catraca de abertura mesmo local onde se paga o estacionamento).

Como estávamos em Zagreb, à 140km do parque, optei por comprar o ingresso para às 11h. Havia muitos comentários de outros viajantes que deveríamos comprar para a hora que o parque abrisse e, sinceramente, não vejo necessidade pois os lagos ficam mais incríveis com mais luz e, por mais que se possa passar um calor maior (que é super tranquilo pois estamos em uma floresta) o sol “a pino” revela todos os tons de turquesa e verdes.

O parque tem duas entradas mas somente consegui comprar pela entrada 01. Na entrada 01 você tem acesso mais fácil aos lagos “baixos” e na entrada 02 aos “lagos mais altos”; mas seja por um ou outro você conseguirá acessá-los.

A chegada ao parque é bem sinalizada e no local há estacionamento, banheiros, café e lojinhas e você só entra no horário anotado no ingresso

Sugiro que levem água, alguma fruta mas fiquem tranquilos pois no “meio do parque” há uma estrutura com dois restaurantes, cafés, banheiros, bebedouros, mesas, tudo para sua comodidade. 

Pontualmente às 11h pudemos adentrar no parque e localizamos as sinalizações para as trilhas. Bem próximo à entrada fomos presenteados com a “Great Waterfall”, uma cachoeira deslumbrante, a nos surpreender com seu paredão de pedra de 78 metros

A partir dali começamos a descer as passarelas (totalmente pavimentadas e seguras, inclusive com muitos pais empurrando carrinhos de bebês) e nos aproximarmos dos lagos transparentes, azulados, turquesas, esverdeados…uma profusão de cores dependendo do ângulo. Peixinhos e patinhos fazendo a alegria do meu filho e de toda criançada. Pensei no paraíso. Acho que deve ser assim lá. 

O lugar é tão lindo que, sinceramente, não estávamos mais preocupados em fazer trilha A, B, C…queríamos andar a esmo entre as passarelas e descobrirmos os lagos e cachoeiras multicoloridos, ouvindo o som da correnteza das águas, das conversas em  outras línguas, sob as sombras das árvores.

É preciso uma atenção especial com as crianças pois algumas passarelas são bem estreitas mas nada de stress…meu filho de sete anos caminhou sozinho (leia-se sem dar as mãos) por entre as inúmeras trilhas fazendo suas próprias descobertas.

Andamos bastante até chegarmos ao ponto onde se encontram os restaurantes. Lanchamos por ali embaixo das árvores e dali pegamos o charmoso barquinho que faz a travessia no Lago Kozjak

Saímos do parque por volta das 17h e vimos muitas pessoas chegando esse horário. Ainda que não se possa contar com o esplendor do sol do meio-dia já que alguns lugares os paredões de pedra e as árvores já faziam muitas sombras, achei uma excelente opção para pessoas idosas, pais com crianças pequenas, etc  pois o calor já estava mais ameno, o parque só fecha às 20h (nessa época) e não havia mais tanta gente pois a maioria das excursões já haviam partido.

Saímos do parque maravilhados com a impressão de que, se tivesse vindo à Croácia apenas para conhecer os Lagos Plitvice, a viagem já teria valido a pena.

Optamos por pernoitar na região e escolhemos um “bed and breakfast” chamado Apartmani Buric que ficava a poucos quilômetros do parque. Foi uma excelente opção, O apartamento era enorme, moderno, confortável com excelente roupa de cama e banho. Tínhamos uma varanda linda, com visão para um vale. O local é super kids friendly e os proprietários preparam tudo, inclusive o jantar ao ar livre, com muito carinho e atenção, o que notamos ser recorrente na Croácia. Sentimo-nos na casa de amigos.

No dia seguinte, totalmente descansados e revigorados, fizemos a grande esticada até Dubrovnik (432 Km) com estradas excelentes, sinalizadas, pedágios com preço justo e postos de serviços a cada 5 km.

Fiquei muito tempo me questionando e estudando se essa era a melhor opção, uma vez que exigiria horas de direção do meu marido, mas, como disse, ir para a Croácia sem visitar Dubrovnik estava fora de cogitação e o meio mais viável dos Lagos até lá era por automóvel. O que parecia ser algo cansativo e que nos levaria a “perder” um dia acabou não acontecendo.

As ótimas estradas com lindas vistas, ora das montanhas, ora do mar, ora de pinheiros e algumas paradinhas estratégicas nos postos de serviço no garantiu uma viagem tranquilinha de pouco mais de cinco horas. E assim chegamos a Dubrovnik a tempo de devolver o carro, ver o pôr do sol e conhecer a incrível cidade murada naquele mesmo dia.

 

2. DUBROVNIK (4 dias) 

A cidade de Dubrovnik alcançou sua fama máxima recentemente com a série Game of Thrones pois lá foram gravadas inúmeras cenas da cultuada saga. A cidade cultiva esse status com diversas lojas, tours guiados, visitas em sítios de locações. 

Quando você conhece a cidade descobre o porquê da escolha da HBO.

Suas muralhas e fortificações são patrimônio mundial desde 1979 e guardam histórias que remontam ao século VII e colonizações sucessivas de gregos, romanos, árabes e por aí vai. Conhecida como “pérola do Adriático”, por sua beleza natural e urbanística, é uma cidade que é um destino em si.

Ficamos hospedados no bairro de Lapad onde os valores dos hotéis são mais em conta e o bairro é um charme. Confesso que tentei ficar hospedada nas proximidades da muralha mas os hotéis recomendados estavam todos lotados. 

Optamos pelo Hotel Kompas, onde ficamos em um apartamento triplo bem confortável, debruçado sobre a praia. Do hotel para a cidade velha íamos de ônibus – linha 06, cujo ponto de ônibus ficava há uma caminhada deliciosa pelo “caminho” da praia, cheio de restaurantes charmosos e lojinhas.

Adoramos cidades e vilas medievais e já tivemos a oportunidade de conhecer muitas delas, contudo, eu e meu marido soltamos um “uau” assim que atravessamos o Portão Plie e adentramos pela muralha através de uma ponte sob um fosso (hoje seco). 

Dali descemos por uma escadaria e deparamos com a rua principal “Stradun” acompanhada da Fonte de Onófrio e do Monastério Franciscano. A cidade de pedras esbranquiçadas, iluminada com luzes amareladas pois já era noite, parecia surreal.

Seguindo a Stradun, onde se encontram diversas lojas e uma profusão de igrejas e palacetes, basta seguir sem destino e começar a se perder pelas ruelas lotadas de turistas, gatos, crianças e músicos, restaurantes, escadarias, até sair do lado oposto onde quem tem espera é o mar Adriático.

Ficamos maravilhados.

Como no dia seguinte teríamos uma visita guiada pela cidade muralhada, através da Natasa do “Dubrovnik em Portugês, que recomendo muito, vou reunir aqui as dicas principais com base em nossa experência:

  •  Caminhar na muralha – vá de tênis confortável pois tem muitas subidas e leve água;  opte pela manhã (cedinho) ou ao anoitecer; as crianças adoram! De lá você consegue identificar os traços dos edifícios bombardeados na guerra diante da coloração diferente dos telhados;
  • Subir até o Forte Lovrijenac ;
  • Subir por meio de teleférico até o Monte Srd para ver o pôr do sol (pegamos muita fila e só chegamos após o sol se por- então, programe-se lembrando que a cidade recebe multidões);
  • A cidade é ponto de paradas de vários cruzeiros; descobrimos que no verão eles chegavam às quintas e sábados; evitamos a cidade antiga nesses dias;
  • Escolher um restaurante para comer na cidade antiga também não é nada difícil. Em todos os restaurantes que fomos havia opções saborosas e saudáveis para crianças e elas são bem-vindas;
  • Além da cidade muralhada, Dubrovnik possui praias deliciosas sendo que destaco a Sveti Jacov Beach, a preferida dos locais, na qual passamos um final de tarde delicioso. Aproveitamos muito também a praia de Lapad;
  • Você se acostuma rapidamente com a temperatura da água assim que toma coragem e nela mergulha. Ela é tão límpida e cristalina que não sentia mais falta de areia, que a deixaria menos transparente e azul; fora que como não tem areia (são pedrinhas), secou está limpo. sapatinhos anti-derrapantes para vender em toda a Croácia; eles se mostram fundamentais; vi muitas crianças com Crocs mas tenho a impressão que não deixam os pezinhos muito estáveis;
  • Fazer um passeio de caiaque ao redor das muralhas; uma experiência que ficou para a próxima (não deu tempo).

Faço agora um parênteses para  indicar a todos que viajam com filhos a visita à ILHA DE LOKRUM. O local é um paraíso há pouco mais de quinze minutos de barco que parte do porto antigo de Dubrovnik (no interior da cidade antiga). Os barcos saem a cada hora e você compra os tickets no local

A ilha é perfeita para crianças. Além da natureza exuberante, já que estamos falando de uma ilha com seu próprio jardim botânico, as suas prainhas são ótimas para crianças (no conceito recém adquirido- com água gelada e pedras) pois começam rasas e só ficam fundas bem à frente. Pode-se alugar espreguiçadeiras que ficam embaixo das sombras das árvores. 

Imperdível, ainda, é o “Dead Sea”, um lago de água cristalina excelente para um banho. Meu filho adorou. 

No local há playground e é repleto de coelhos e pavões soltos para alegria dos pequenos.

Há também um antigo monastério desativado que serviu de base de locação da série Game of Thrones e onde foi colocado uma réplica do concorrido trono de ferro (para deleite dos fãs e de todos que se sentam para fotografar o seu momento de rei dos Sete Reinos).

O local é perfeito para descansar das multidões da cidade de Dubrovnik e ter um dia em meio a uma natureza exuberante. Há restaurantes, quiosques para lanchinhos, além de banheiros limpos. 

Após quatro dias incríveis em Dubrovnik partimos para a Ilha de Hvar. Eu achava que as praias de Dubrovnik eram maravilhosas. E são! Mas as ilhas da região eram tão estonteantes quanto.

 

3. ILHA DE HVAR (3 dias) 

Dubrovnik é uma cidade pequena que dispensa o uso de veículos. Com base nisso fizemos todo nosso roteiro a pé ou de ônibus público. 

(Para irmos até Hvar nem pensamos em fazer diferente já que ir de carro me pareceu um transtorno pois teríamos que alugar um outro carro, dirigirmos por mais de uma hora até Drvenik e dali pegarmos uma balsa para descermos na Ilha Hvar, em  Sucuraj. Só que de lá até Hvar Town, onde estaríamos hospedados, seria mais de 70 km de estradinha sinuosa). 

Depois de ler isso e muita pesquisa encontrei a solução perfeita: barcos!

Sim, de Dubrovnik até Split circula um catamarã da empresa Krilo que se mostrou a solução perfeita. O tal do catamarã é gigante, com ar condicionado, um café e super pontual. Saímos de Dubrovnik às 16h30min, do porto novo da cidade, e chegamos em Hvar Town pontualmente às 19h40min sem nenhum stress.

Descemos no porto de Hvar que se encontrava lotado de iates e barcos de luxo impressionantes de nacionalidades diferentes.

Hvar foi povoada desde 324 e tinha como capital Stari Grad. Após um longo tempo, Hvar Town tornou-se a capital e ali concentra-se hoje a maior parte dos hotéis, bares, restaurantes e onde ocorrem as famosas baladas do Adriático. 

Descemos com o catamarã e seguimos à beira mar até o Hotel Amphora, onde ficamos hospedados. O hotel é gigante, estilo resort, mas os quartos são “normais”. É uma boa opção para quem está com crianças pequenas e bebês pela estrutura do tipo resort mas não é muito o nosso estilo de hotel preferido. 

Em Hvar fizemos nossos dias renderem muito e sugiro:

Visitar a praia de Pokonji Dol – o caminho é um pouco longo mas meu filho aguentou bem…leve água e protetor solar. No local há dois grandes restaurantes e toda estrutura que precisar. A praia é deliciosa e muito boa para crianças. 

Visitar o Monastério Franciscano de 1465 (!) que conta com um curioso museu de moedas antigas (século I), um impressionante afresco da Santa Ceia e um cipreste reconhecido como o mais antigo da Europa (500 anos);

– Subir até a Fortaleza Espanhola para ver o pôr do sol (subir de carro- táxi e descer a pé);

– Visitar as maravilhosas Ilhas Plakeni, seja de barco (com estrutura de banheiros e lanches), seja de taxi-boat  (você escolhe a praia e depois de o deixarem no local, informam o horário que voltarão para buscar). As praias são lindas e inspiradoras com seus tons de azul. Só a contemplação já valeria o passeio. Poder usufruir daquilo é inesquecível.

 => Aqui vale um detalhe: não recomendo a praia de Palmizana. Achei “pega-turista”; além de o fato de você ter que atravessar a ilha inteira a pé (subida) para chegar do outro lado da marina e se espremer em uma faixa de pedra minúscula que chamam de praia. Ela é a mais “vendida” entre os barqueiros e agências.

Caminhar pelo porto e pelo centrinho após o anoitecer;

– Jantar ou almoçar no restaurante com os garçons mais simpáticos que já encontramos: Dalmantino;

– Alugar um carro e visitar a lindinha Stari Grad, a antiga capital de Hvar com suas ruelas medievais e seu ar de interior. 

Alugamos um carro no centrinho de Hvar, no Hotel Fortuna, apenas uma diária e foi ótimo. Saindo da cidade de Stari Grad conhecemos mais praias no caminho, como a super friendly Milna, que mais parecia um parque aquático de tanta criança e onde ficamos até o entardecer; 

Comprar lavanda das produtoras locais que ficam vendendo os produtos na estrada (a ilha de Hvar é produtora de lavanda e seus moradores tem muito orgulho disso);

Tomar um gelato comprado na barraca de produtos naturais em frente à descida dos catamarãs.

Nós simplesmente amamos Hvar. A ilha nos trouxe toda aquela paz, tranquilidade e alegria típicas das férias de verão. A natureza é tão exuberante, o mar é incrivelmente límpido e azul, e é impossível não sentir gratidão pela chance de ver e sentir tudo isso.

 

4. SPLIT (3 dias) 

Depois de três dias incríveis partimos em direção a SPLIT também utilizando o catamarãs mas agora da empresa Jadrolinja. Compramos a passagem no mesmo dia da viagem. Os barcos saem em horários descontínuos mas aproximadamente a cada hora e meia no verão

Já “iniciados”, chegamos uns dez minutos antes a ponto de ficarmos na frente na fila e conseguirmos deixar nossas malas dentro da embarcação. Pegamos a embarcação das 14h15min e às 16h estávamos no porto de Split.

Dessa vez consegui um hotel dentro do PALÁCIO DIOCLECIANO- Heritage Antique Split

Escolhi esse hotel por dois motivos: o primeiro porque queria sentir a emoção de nos hospedarmos no próprio palácio; o segundo pela proximidade com o porto onde desembarcaríamos e poderíamos alcançar o hotel a pé.

A escolha foi certeira pois o hotel, parte integrante do palácio, nos proporcionou conforto, comodidade e um atendimento impecável. 

Com o mapa nas mãos seguimos para explorar aquele incrível local fundado pelo Imperador Diocleciano entre os anos de 284-305. É considerado um dos edifícios mais bem preservados da antiguidade. Além de uma excelente aula de história o local reserva ótimos restaurantes, shows ao vivo, lojas com produtos locais. 

A visita em si não interessa muito às crianças mas conseguimos entreter nosso filho contando histórias de gladiadores e levando-o ao jardim que segue na lateral do palácio onde ele pode correr e brincar. 

No dia seguinte, tínhamos plano de irmos a Brac-Bol, onde fica a praia que por diversas vezes foi considerada a mais bonita do mundo, contudo, a previsão era de tempo chuvoso e por isso resolvemos adaptar para um programa mais tranquilo, na própria cidade de Split, Nessa situação encontramos o Museum of Senses Split: trata-se de um espaço dentro de um shopping (não se engane, como nós, com a palavra museu), que meu filho adorou. Lá as crianças e adultos são desafiadas a apurar os cinco sentidos por meio de interações artísticas. A experiência se mostrou divertida para nós três. 

Saindo do “museu” voltamos para a cidade e ali ficamos flanando na riviera de Split, circulando pelas ruelas do Palácio, provando os azeites, azeitonas, queijos e vinhos e sentindo o perfume das lavandas que já deixavam saudades da Croácia em todos nós.

Então, se você um dia pensou em ir à Croácia, coloque-a no topo de suas prioridades! Londres, Paris, New York, Hong Kong, Sidney… eu sei que a lista é grande! Mas se você quer se sentir feliz (aquela felicidade simples e serena) mergulhe nos cinquenta tons de azul desse incrível destino…

A certeza que acertamos veio logo no aeroporto ao embarcamos de volta ao Brasil: “Mamãe, quando a gente vai voltar para a Croácia???

De Split, pegamos o voo de volta Split/ Milão. Pernoitamos em Milão para encontrarmos amigos e daí fizemos Milão- Roma-São Paulo. Outras opções seriam Zagreb/ Paris/ São Paulo ou Split/ Zagreb/ Paris/ São Paulo.

Viagem feita final de Junho/Julho 2019.

Muito obrigada Iandra com este seu relato tão detalhado e lindo que nos encheu de vontade de conhecer a Croácia. Com, certeza, o destino subiu na nossa lista! 😉

 

HOTEIS RESERVADOS*: 
Em Zagreb: $$$$ Hotel Cool Zagreb Airport
Nos Lagos Plitvice: $$$$ Apartmani Buric
Dubrovnik: $$$$ Hotel Kompas
Hvar: Hotel Amphora
Split: $$$$ Heritage Antique Split

*Somos afiliados Booking e Zarpo e recebemos uma comissão pelas reservas feitas através do Blog. Você não paga nada mais por isso e nos ajuda a manter as melhores dicas!

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Sut-Mie Guibert, Family Travel Blogger, Blogueira especializada em Viagens com crianças e em família. Francesa, formada em Comunicação e Mídias Digitais e mãe de duas meninas de 11 e 8 anos, ama levar as crianças para conhecer o mundo! E também adora falar sobre o assunto com outras famílias viajantes, sempre muito bem-vindas por aqui!

5 comentários para este artigo

  1. GEORGINA disse:

    Amei o texto e os esclarecimentos. Texto muito bem escrito e bem detalhado. Croácia já entrou na minha lista!
    Parabéns à autora do texto 🙂

  2. Renata disse:

    Que roteiro incrível. Parabéns para Iandra. Com certeza a viagem dos sonhos. Queria sugerir deixar um contato de e-mail de quem contribui com os roteiros. Seria legal para tirad dúvidas se a pessoa estiver disponível é claro! Parabéns pelo trabalho de vocês l

    • Sut-Mie Guibert disse:

      Olá Renata,
      Sim, o roteiro foi incrível mesmo e tivemos a honra e sorte da Iandra compartilhá-lo conosco!
      Vc fez uma boa sugestão, mas a nossa intenção é justamente ajudar todos os leitores; então, se for possível entrar em contato pessoalmente com o autor, os outros leitores perderão os comentários. E também, não aconselhamos deixar e-mails pessoais aparentes, para evitar spams e publicidades indesejadas!
      O que qualquer leitor pode fazer é optar por seguir os comentários de tal ou tal post. Assim, quando chegarem perguntas ou respostas nos comentários, a pessoa consegue acompanhar tudo e ajudar a responder, se for o caso. Temos outros autores de posts que fazem isso. 🙂
      Um grande abraço

  3. Cassiane disse:

    Viajei junto com a autora! Relato completo e fascinante. Parabéns, Iandra!

  4. Renata disse:

    Fui transportada para a Croácia enquanto lia o texto. Parabéns, Iandra, pelo relato incrível!

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