Ficou fácil viajar com crianças!

Manaus com crianças: uma visita aos índios Dessana

O Brasil ainda tem várias tribos indígenas espalhadas pelo território e um grande número delas na Amazônia. Muitas estão dentro da floresta e é difícil encontrá-las mata adentro. No entanto, estando em Manaus, é possível fazer passeios perto da capital e encontrar com algumas tribos que ficam nas margens do Rio Negro. Nós, por exemplo, na viagem em grupo com a agência Viajar com Crianças, conhecemos a Tribo dos Dessana Tukana. Na verdade, não foi a tribo inteira: esta fica mais dentro da Selva; mas parte dela construiu uma pequena aldeia modelo, um Núcleo Cultural Indígena, para receber turistas e viver disso, mantendo suas tradições mas promovendo sua cultura e conhecimentos. É importante fazer este passeio com agências sérias porque elas repassam parte do dinheiro arrecadado para a tribo visitada.

Só é possível chegar de barco, porque eles ficam às margens do Rio Negro, mas em local escondido.

Assim que chegamos, a visão da enorme Oca principal de madeira e palha é bem bonita. Fomos recebidos por alguns índios e após pedir permissão, já comecei a tirar fotos, porque a visão do conjunto foi muito impactante: tão simples, bonito e respeitoso!
Nos sentamos em bancos de madeira, dentro da Oca maior, e fomos recebidos pelo Pajé que nos explicou o significado de cada dança. No total, foram três: a de boas-vindas aos visitantes ou nova tribo, uma demonstração de flautas (de tronco de paxiúba, uma palmeira amazônica que produz um som cheio e grave) com uma dança para pedir autorização para a Mãe Natureza antes da colheita e, uma última, quando nos convidaram para participar, crianças e adultos. O interessante foi ver que todos os índios dançam juntos: jovens e velhos, homens e mulheres e até crianças. O som das flautas agudas, parecidas com as andinas, misturado aos chocalhos nos tornozelos dos índios e suas cantigas entoadas pelas vozes formam um conjunto muito interessante. Eu diria até que é um momento bastante místico e dá para sentir uma energia especial.

Uma coisa chamou a nossa atenção: eles não são muito sorridentes… seria a concentração e respeito pelo momento ou simplesmente algo cultural? Não sei… vou ter que ler mais sobre o assunto para descobrir!

Após as danças, pudemos comprar algumas lembranças como pulseiras, colares, zarabatanas (arma para atirar flechas com o sopro), arco e flecha… Lembre-se que a maior renda deles vem do turismo. E para isso, leve dinheiro trocado; eles praticamente não tem troco. Para vocês terem uma ideia de preços, compramos pulseiras por R$10 e uma zarabatana de bambu por R$40.

Depois, demos um passeio rápido pela aldeia: vimos as outras ocas, desta vez suas casas. Em uma delas, pudemos experimentar “iguarias indígenas” como tapioca e formigas vermelhas secas (que adultos e até algumas crianças experimentaram)! Algo com textura parecida com camarão seco. Pelo menos não tivemos que provar aquelas larvas brancas que comem o interior dos coquinhos de certas palmeiras! 🙂

Aprendemos também a desenhar na pele com folhas e urucum. Obviamente, as crianças adoraram isso tudo e saíram de lá todas pintadas!

Conhecer, nem que fosse um pouquinho, a realidade indígena na própria Amazônia foi realmente muito especial, ainda mais com crianças que naturalmente se interessaram por tudo. Uma lembrança do que deve ter sido o Brasil nas suas origens!

Este passeio fez parte de uma viagem em grupo que fizemos com a agência parceira Viajar com Crianças. Nesse dia, visitamos os índios Dessana, nadamos com botos, almoçamos em um restaurante flutuante, vimos vitórias régias, “pescamos” pirarucu, passeamos pelo Rio Negro, vimos o encontro das águas e ainda visitamos o Mercado Municipal de Manaus! Um dia super intenso mas muito, muito instrutivo e divertido em grupo e em família! E como a viagem foi feita com um trabalho pedagógico focado, falamos muito dos índios ao longo dos dias. Um despertar essencial para a nova geração!

=> Uma boa notícia: o grupo para a Amazônia nas férias de Janeiro já foi lançado! Veja aqui os detalhes.

E se você quiser complementar informações sobre os índios do Brasil, vale à pena seguir a dica da pedagoga que viajou conosco, a Cecília Schucman, e comprar o livro “Coisas de Índio” do Daniel Munduruku, índio de Belém que escreveu vários livros sobre o assunto. E para as crianças, há também o “Coisas de Índio – versão infantil”!

Veja fotos desta viagem no instagram @viajandocompimpolhos, hashtag #pimpolhosnaAmazonia

Para mais informações:
Viajar com Crianças: www.viajarcomcriancas.com.br ou (11) 2639-5776 | Facebook
Mais detalhes e preços: Amazônia em grupo
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Sut-Mie Guibert, Family Travel Blogger, Blogueira especializada em Viagens em Família e com crianças. Jornalista e mãe de duas meninas de 10 e 6 anos, adora levar as crianças para conhecer o mundo! Mas também gosta de escutar e falar sobre o assunto com outras famílias, que são sempre bem-vindas por aqui!

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